Estudo associa uso prolongado de tadalafila a risco 22% maior de glaucoma

As vendas de tadalafila cresceram de aproximadamente 3 milhões de unidades, em 2015, para quase 65 milhões, em 2024. O Conselho Federal de Farmácia relaciona parte do avanço ao uso sem indicação por jovens que apresentam o medicamento nas redes sociais como suposto pré-treino ou estimulante sexual.
Em paralelo, um estudo observacional analisou dados de 73.854 homens com 40 anos ou mais e sintomas urinários. Os pesquisadores encontraram associação entre o uso prolongado de tadalafila e um risco 22% maior de diagnóstico de glaucoma em cinco anos. Também foram observadas associações com hipertensão ocular e glaucoma primário de ângulo aberto.
A pesquisa não demonstra que a tadalafila cause glaucoma e não avaliou especificamente jovens que utilizam o remédio de forma recreativa. Os autores afirmam que acompanhamento oftalmológico pode ser considerado, sobretudo entre pacientes que já apresentam fatores de risco. O medicamento deve ser usado com orientação médica.
