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Estudo mostra como maior força muscular salva vida de mulheres idosas

Mulheres idosas em exercício de pilates. Foto: reprodução

Um estudo publicado na revista JAMA Network nesta sexta-feira (13) revelou que mulheres idosas com maior força muscular apresentam risco significativamente menor de morrer. A pesquisa acompanhou 5.472 mulheres com idades entre 63 e 99 anos (média de 78,7 anos) e identificou que aquelas com qualquer atividade de fortalecimento muscular tiveram risco 15% menor de mortalidade em comparação com as sedentárias. A cada aumento de 5 kg na força de preensão manual, a redução no risco chegou a 8%.

O estudo, conduzido entre 2012 e 2023, integrou a Women’s Health Initiative (WHI) e utilizou testes simples como medição da força das mãos e caminhada de 2,5 metros. Os resultados permaneceram robustos mesmo após controle de fatores como idade, peso, tabagismo, comorbidades e inflamação sistêmica. A perda de força ao longo do envelhecimento está associada à disfunção mitocondrial, mas sua preservação é essencial para independência funcional e qualidade de vida.

Especialistas recomendam atividades de fortalecimento muscular pelo menos dois dias por semana. O novo estudo reforça que mesmo mulheres que não atingem os níveis recomendados de exercício aeróbico se beneficiam da maior força muscular. A longevidade, no entanto, também depende de fatores genéticos e ambientais, mas a musculação se consolida como aliada crucial para a saúde na terceira idade.