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Estudo mostra que viver com cães na infância reduz chances de asma em quase 50%

Cachorro e criança na natureza. Foto: Reprodução/ Petz

Um levantamento conduzido por cientistas do Hospital for Sick Children, em Toronto, analisou como a convivência com cães pode influenciar a saúde infantil. O estudo acompanhou mais de mil bebês, monitorando-os desde os primeiros meses de vida até completarem cinco anos de idade.

Nesse período, cerca de 6,6% das crianças desenvolveram asma. Os dados mostraram que aquelas expostas ao alérgeno Can f1 — substância presente na pele e saliva dos cães — apresentaram risco quase 50% menor da doença, além de resultados mais favoráveis em testes de respiração.

O benefício foi ainda mais evidente em crianças com predisposição genética para problemas pulmonares. Já a poeira com alérgenos de gatos ou com endotoxinas bacterianas não demonstrou qualquer efeito protetor. Os resultados foram divulgados durante o Congresso da Sociedade Respiratória Europeia, em Amsterdã.

De acordo com o pesquisador Jacob McCoy, a presença precoce de cães pode modificar o microbioma nasal ou estimular respostas imunológicas, prevenindo a sensibilização. Ele reforça que a asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância e pode surgir a partir da interação entre fatores ambientais e genéticos, incluindo alergias e poluição.