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Estudo identifica perda de bactérias ancestrais no intestino moderno

Ilustração do intestino humano
Ilustração do corpo humano. Foto: Reprodução

Um estudo publicado na revista Nature identificou centenas de espécies de bactérias intestinais que podem ter sido comuns entre caçadores-coletores, mas hoje são raras ou ausentes em sociedades industrializadas. Pesquisadores compararam amostras de povos Hadza, da Tanzânia, e Tsimane, da Amazônia boliviana, e encontraram 848 espécies comuns aos dois grupos que quase não aparecem em países industrializados.

A equipe analisou com mais detalhes 636 dessas espécies, especialmente abundantes nas amostras. As mutações distintas encontradas nos micróbios dos Hadza e dos Tsimane indicam que eles já habitavam o intestino de caçadores-coletores há dezenas de milhares de anos, antes da separação geográfica entre populações da África e das Américas.

Justin Sonnenburg, da Universidade Stanford e um dos autores, afirmou que a mudança no microbioma pode estar relacionada a problemas de saúde comuns no mundo industrializado, como alergias e inflamações. Os cientistas apontam possíveis impactos da alimentação rica em açúcar e grãos refinados e do uso de antibióticos, mas alertam que não há base para tentar reproduzir um microbioma ancestral, já que as funções e os riscos desses micróbios ainda não são plenamente conhecidos.