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Envelhecimento não é contínuo e acelera em duas fases da vida, aponta estudo

Imagem ilustrativa

O envelhecimento dos tecidos humanos pode passar por períodos de aceleração, em vez de avançar de maneira contínua ao longo da vida. Um estudo publicado em 31 de agosto na revista Nature Aging identificou mudanças estruturais mais intensas, sobretudo, entre os 30 e os 40 anos e novamente entre os 50 e os 60.

Os pesquisadores analisaram 25.306 biópsias de 40 tipos de tecido de 970 pessoas, reunidas pelo projeto Genotype-Tissue Expression, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Com um sistema de inteligência artificial que examinou mais de 30 milhões de fragmentos de imagens, a equipe encontrou nos ovários dois picos de envelhecimento entre 35 e 40 anos e entre 55 e 60 anos, fases associadas ao declínio da fertilidade e à menopausa.

Em outros órgãos, o padrão variou. Tecidos vasculares apresentaram aceleração entre 30 e 39 anos, enquanto útero e vagina tiveram mudanças mais rápidas entre 50 e 55. O modelo bifásico, com dois períodos de aceleração, apareceu em nove tecidos, entre eles esôfago, estômago, cólon, intestino delgado, próstata, testículo e artéria tibial. Nas fases de maior mudança estrutural, houve mais atividade de genes ligados à inflamação e redução daqueles relacionados à produção de energia e ao controle de qualidade celular.