EUA mantêm cineasta brasileira presa e dizem que ela pode ser deportada

A cineasta brasileira Bárbara Marques, residente em Los Angeles desde 2018, segue detida pelo ICE, o serviço de imigração dos EUA, e só será liberada quando for deportada ao Brasil. À Folha de S.Paulo, o órgão afirmou que ela está em situação irregular, sem documentos válidos para permanecer no país e que um juiz de imigração já determinou sua repatriação.
Segundo o marido, Tucker May, a prisão ocorreu em 16 de setembro, durante uma reunião sobre a emissão do green card. Ele relata que a cineasta foi separada de seu advogado sob o pretexto de um problema técnico e, em seguida, levada sob custódia. A defesa afirma ter recorrido da decisão judicial, alegando que Bárbara cumpriu todos os trâmites legais do processo de imigração.
Natural do Espírito Santo, Marques formou-se em cinema no Rio de Janeiro e construiu carreira nos EUA, dirigindo curtas como “Cartaxo” (2020), “Amor” (2018) e “Basement” (2021). Ela foi inicialmente levada para um centro de detenção na Califórnia, depois transferida para o Arizona e, mais recentemente, para a Louisiana, onde aguarda os próximos passos do processo.
A família afirma que Bárbara não foi notificada de uma audiência obrigatória e denuncia que ela e outros detentos chegaram a passar mais de 12 horas sem alimentação. O caso aguarda decisão judicial e o Itamaraty ainda não se pronunciou oficialmente.
