Europeus não concordam com Obama na retaliação aos russos
Obama chegou determinado à Europa. “Nós concordamos que a Rússia precisa pagar por suas ações até o momento. Intensificar as sanções trará consequências significativas para a economia russa”, declarou na terça-feira em Amsterdã, após encontro com o chefe de governo holandês, Mark Rutte. Ele se referia ao procedimento do Ocidente em retaliação pelo procedimento russo na Crimeia.
Seus parceiros europeus, porém, são céticos quanto à adequação das medidas. Afinal, elas podem afetar negativamente suas próprias economias, cuja conexão com a Rússia é bem mais forte do que a mantida pelos Estados Unidos.
Na Alemanha, as empresas temem os custos de sanções econômicas mais severas, pois para elas há muita coisa em jogo. “Nós já sentimos prejuízos com a cotação do rublo”, revelou o diretor da Opel, Karl Thomas Neumann, à revista Automobilwoche. Em 2020 a Rússia deverá ser o maior mercado automobilístico europeu, e o trajeto até lá será como uma maratona, com altos e baixos, prevê Neumann.
“Quem, no debate atual, defende as sanções contra a Rússia, está brincando com fogo”, alerta Martin Sonnenschein, consultor para assuntos da Europa Central na empresa A.T.Kearney. “As consequências para a economia alemã e para o bem estar social seriam, com certeza, fatais.”
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