Lideranças evangélicas não acreditavam em vitória de Flávio contra Lula

Grandes lideranças evangélicas preferiam Tarcísio de Freitas como candidato da direita contra Lula e avaliavam que Flávio Bolsonaro teria mais risco de derrota. A adesão ao senador ocorreu apenas na reta final da disputa, impulsionada pela pressão da base bolsonarista e pela perspectiva de uma vitória eleitoral. Com informações de Juliano Spyer, na Folha.
Antes disso, Silas Malafaia afirmou que candidatura “não é negócio de família” e defendeu Tarcísio. Em abril, durante encontro da Assembleia de Deus Belém, o pastor Marco Feliciano cobrou reciprocidade da família Bolsonaro na relação com os evangélicos. A coluna relata que parte dos dirigentes religiosos já pensava em uma candidatura de Tarcísio em 2030.
Na campanha, a apóstola Valnice Milhomens declarou que “não haverá inferno que impeça o mover de Deus nesta nação”, enquanto o bispo Samuel Ferreira fez o público repetir “irmão vota em irmão” em evento da Assembleia de Deus Madureira. Segundo a análise, os pastores passaram a apoiar Flávio por pragmatismo, diante de seu potencial de concentrar o eleitorado bolsonarista.
