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Ex-presidente da UDR do Paraná vai a júri popular acusado de matar sem-terra

No dia 22 de novembro, Marcos Prochet, ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR), deve ir a júri popular como um dos principais acusados de assassinar um trabalhador sem terra durante despejo forçado. O agricultorSebastião Camargo Filho foi morto aos 65 anos, com um tiro na cabeça, durante ação ilegal ocorrida em 1998, no Noroeste do Paraná. Outras 17 pessoas, inclusive crianças, ficaram feridas.

Cerca de 30 pistoleiros participaram do despejo violento. Reportagem da RPC TV mostra imagens da ação, depoimentos das vítimas e Marcos Prochet na cena do crime. O júri do latifundiário já foi adiado duas vezes, em novembro de 2012 e em fevereiro de 2013. O processo também foi extraviado duas vezes ao longo da investigação, o que contribuiu para a demora do julgamento. Para que a justiça seja efetivada no caso, espera-se que o júri seja de fato realizado em novembro.

O latifúndio onde Sebastião Camargo foi morto já havia sido declarado improdutivo pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA quando o crime ocorreu. Nesta condição, o então proprietário da fazenda Boa Sorte, Teissin Tina, estava negociando com o INCRA a desapropriação da terra, que foi destinada à reforma agrária. Em 2001 o proprietário recebeu R$ 1,3 milhão pela desapropriação da área, onde foi criando um assentamento de reforma agrária.

 

 

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