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Ex-presidente do Corinthians é afastado em meio a ataque e denúncia criminal

Augusto Melo, ex-presidente do Corinthians. Foto: Reprodução

O ex-presidente do Corinthians, Augusto Melo, teve os pneus de seu carro rasgados durante a votação que confirmou seu impeachment neste sábado (9), no Parque São Jorge. Isolado no Ginásio Wlamir Marques ao lado do sobrinho e conselheiro Kadu Melo, ele deixou o local antes do fim da apuração, saindo pelos fundos de carona com aliados para evitar contato com torcedores. Mais de dois mil sócios compareceram para votar, e a destituição foi aprovada por 1.413 votos a 620.

A defesa de Melo anunciou que vai contestar o resultado, alegando “absurdos” no processo, como a condução da votação por opositores e a entrada de membros de torcidas organizadas. O impeachment encerra uma crise iniciada em 2024, quando o Conselho Deliberativo abriu o processo de afastamento. Com a saída definitiva, Romeu Tuma Jr., presidente do Conselho, convocará novas eleições indiretas para mandato até o fim de 2026. Osmar Stabile permanece como presidente interino.

Paralelamente, Augusto Melo é réu em um processo criminal ligado ao caso Vai de Bet. O Ministério Público o acusa de participação em um esquema de fraude e lavagem de dinheiro que teria desviado R$ 1,4 milhão do contrato de patrocínio do clube, entre dezembro de 2023 e maio de 2024. Segundo a denúncia, empresas de fachada foram usadas para justificar repasses e ocultar a destinação dos valores, que teriam sido usados para pagar dívidas políticas e para enriquecimento pessoal dos envolvidos.

O MP pede indenização mínima de R$ 40 milhões ao Corinthians. O caso, que corre sob sigilo judicial, também envolve outras cinco pessoas denunciadas por associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro. A Justiça já determinou a citação dos réus para apresentarem defesa.