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Exame encontra DNA masculino em corpo de médica acusada de matar o marido

A médica Daniele Barreto. Foto: Reprodução

O advogado Fábio Trindade, representante da família da médica Danielle Barretto, afirmou em entrevista na última quinta-feira (25) que o laudo do IML confirmou a presença de DNA masculino nos órgãos genitais da vítima, acusada de matar o marido. Segundo o advogado, o material foi encontrado não como sêmen, mas sim como resquício genético. “Inicialmente não iria entrar em detalhes com os novos fatos para preservar a imagem da vítima e da família”, declarou Trindade.

O exame apontou que o material corresponde a dois perfis diferentes de DNA, o que abre novos caminhos para a investigação do caso. A descoberta de resquícios genéticos, sem células vivas de espermatozoides, dificulta a identificação do momento exato em que a relação sexual ocorreu, já que essas células podem resistir no corpo por até 72 horas.

Danielle Barretto era a principal suspeita do assassinato de seu marido, o advogado José Lael, em outubro de 2024. As investigações apontavam seu envolvimento, motivado por desavenças familiares, relacionamento extraconjugal e uma disputa patrimonial no processo de separação. Ela foi encontrada morta na cela do Presídio Feminino no dia 09 de setembro.

Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública reforçou o caráter sigiloso dos laudos, afirmando que “as informações constantes em laudos periciais (…) são documentos de uso exclusivo para fins de investigação criminal”. A divulgação não autorizada pode gerar responsabilização administrativa e criminal.