Pesquisadores criam método para prever Alzheimer antes dos sinais

Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram uma estratégia que combina exame de sangue e teste genético para identificar pessoas com maior risco de desenvolver comprometimento cognitivo associado ao Alzheimer antes dos primeiros sintomas. O estudo, publicado na revista The Lancet Neurology, acompanhou quase 9 mil participantes por até quatro anos.
O método mede no sangue o biomarcador p-tau217 e cruza o resultado com variações do gene APOE, ligado ao risco de Alzheimer. A doença envolve o acúmulo das proteínas tau e amiloide no cérebro, e parte desse material pode chegar à corrente sanguínea. Exames para medir esses marcadores já estão disponíveis no Brasil, mas não integram o SUS.
Especialistas alertam que a identificação de alterações biológicas não confirma, por si só, a presença de demência. O professor da USP Eduardo Ferriolli afirmou que não há motivo para uma corrida aos laboratórios, já que os tratamentos aprovados não atendem pessoas sem comprometimento cognitivo. A técnica ainda precisa de mais evidências antes de uso amplo.
