Excesso de telas na infância exige limites para proteger sono e desenvolvimento

Celular, tablet, videogame e redes sociais fazem parte da rotina de muitas crianças, mas o uso excessivo pode afetar sono, concentração, atividade física e convivência. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda nenhuma exposição a telas antes dos 2 anos; até uma hora diária entre 2 e 5 anos; de uma a duas horas dos 6 aos 10; e de duas a três horas entre 11 e 18 anos. A entidade também orienta supervisão dos adultos e evita dispositivos no período noturno. Com informações de UOL.
A infância envolve intensa formação de conexões neurais, enquanto vídeos curtos, jogos e notificações oferecem estímulos rápidos e recompensas frequentes. Quando a tela ocupa o tempo destinado a brincadeiras, interação social, sono e movimento, a criança pode ter mais impulsividade, dificuldade de sustentar a atenção e menos tolerância à frustração. O uso perto da hora de dormir também pode atrasar o início do sono e reduzir sua duração, essencial para aprendizagem, memória e regulação emocional.
Birra ao desligar um jogo ou guardar o celular não significa, por si só, dependência. O alerta surge quando o dispositivo domina a rotina, há perda persistente de controle sobre o tempo de uso, abandono de outras atividades ou manutenção do hábito apesar de prejuízos familiares, escolares ou sociais. Para reduzir os riscos, pais e responsáveis podem estabelecer horários, acompanhar conteúdos, deixar refeições e noites sem telas e oferecer atividades ao ar livre, esportes e momentos de convivência sem celulares.
