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Execução de tio de Kim Jong-Un é sinal de nova limpeza política na Coreia do Norte

A imprensa estatal norte-coreana foi pouco clara, como é praxe, ao informar sobre a morte de Jang Song Thaeks nesta sexta-feira (13/12). O tio do ditador Kim Jong-un foi descrito como “pior que um cachorro” e “maior traidor de todos os tempos”. Jang, segundo a agência de notícias KCNA, tinha relacionamentos impróprios com várias mulheres, consumia drogas, mantinha um estilo de vida capitalista e ainda estaria planejando um golpe de Estado.

Na quinta-feira, o homem que já ocupara o segundo posto na escala de poder na Coreia do Norte foi condenado à pena de morte por um tribunal militar – e a sentença foi executada imediatamente pelas autoridades.

Já se especulava, há alguns dias, que esse seria o destino de Jang. No meio da semana, a estação de rádio “Coreia do Norte Livre” – dirigida por refugiados na Coreia do Sul – divulgou que o tio do ditador e seus seguidores seriam condenados. No início da semana, a mídia norte-coreana anunciou a queda de Jang do alto escalão do regime no país. Imagens de sua prisão durante uma reunião de gabinete chegaram a ser transmitidas pela TV estatal. Ainda não se sabe se elas são reais ou manipuladas.

 

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