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Por que especialistas incluem exercício no cuidado de pacientes com câncer

Daniel Galvão, professor da Universidade Edith Cowan
Daniel Galvão, professor da Universidade Edith Cowan e diretor do Instituto de Pesquisa em Medicina do Exercício. Foto: Reprodução

O exercício físico pode ajudar pacientes com câncer a manter a capacidade funcional e a qualidade de vida durante o tratamento, afirmou Daniel Galvão, professor da Universidade Edith Cowan, na Austrália, no GeriatRio 2026. Segundo o especialista, o treinamento antes de uma cirurgia pode melhorar o condicionamento e contribuir para a recuperação. A atividade deve ser adaptada ao quadro clínico e orientada pela equipe responsável pelo paciente.

Galvão defendeu que o exercício seja tratado como intervenção terapêutica, com prescrição individualizada. No câncer de próstata, por exemplo, a terapia de privação androgênica pode provocar perda muscular e aumento da gordura corporal. O treinamento pode ajudar a preservar força, saúde óssea e função cardiorrespiratória, além de reduzir a fadiga e contribuir para o bem-estar emocional.

O congresso também discutiu o uso de suplementos entre idosos. O hepatologista João Marcello de Araújo Neto alertou para os riscos do consumo indiscriminado de vitaminas e anabolizantes. A nutricionista Wilza Peres ressaltou que a suplementação depende de indicação e não substitui uma alimentação adequada. “O padrão alimentar vale mais do que uma cápsula”, afirmou.