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“Exercício azul”: a prática milenar que deve ser feita ao menos uma vez ao ano

Praticantes de Stand Up Paddle. Foto: Custodio Coimbra / Agência O Globo

A ciência passou a usar o termo “exercício azul” para descrever atividades físicas realizadas em ambientes aquáticos naturais, como nadar, surfar e caminhar pela costa. O conceito é associado ao contato com água e paisagens litorâneas e é citado em estudos que analisam efeitos psicológicos e fisiológicos relacionados a bem-estar.

O psicólogo ambiental Mat White afirmou, em pesquisa publicada em 2010 com colegas, que entrevistados avaliavam ambientes com elementos aquáticos como mais atraentes e reconfortantes. Segundo o texto, o estudo se baseou em 4.255 entrevistados na Inglaterra e aponatou que praia e mar foram associados a “restauração da atenção”, termo usado na psicologia ambiental para descrever um estado de relaxamento.

O material também cita um estudo de 2020 publicado na Environmental Research sobre tempo de prática de exercícios em “espaços azuis” e uma análise de 2024, com dados de 18.838 adultos em 18 países, que relacionou visitas mais frequentes a espaços azuis e verdes a menor probabilidade de insônia ou de dormir menos de seis horas por noite. A autora Catherine Kelly, citada como responsável pelo estudo “Blue Spaces: How and Why Water Can Make You Feel Better”, afirmou que nesses ambientes “somos naturalmente convidados a direcionar nossa atenção para o horizonte”.