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Expedição brasileira vai explorar vales submarinos do Atlântico a 4,5 mil metros

Projeção da Zona de Fratura Romanche no Oceano Atlântico
Navio de pesquisa utilizado na expedição científica no Atlântico – Imagem: Univali/Divulgação

Uma expedição liderada por pesquisadores brasileiros parte de Fortaleza neste domingo (20) para explorar a Zona de Fratura Romanche, no Oceano Atlântico. A formação submarina, com cerca de 1 mil quilômetros de extensão, reúne montanhas e vales entre a costa Nordeste do Brasil e o oeste da África.

Batizada de The Gap, a missão vai mapear o fundo do mar, investigar comunidades marinhas e recolher amostras de rochas e organismos em profundidades de até 4,5 mil metros. Participam seis professores brasileiros, sete estudantes, um pesquisador e a tripulação, além de outros especialistas de cinco nacionalidades.

Os cientistas querem avaliar como a ressurgência equatorial — subida de águas frias e ricas em nutrientes à superfície — afeta os ecossistemas profundos. A equipe usará uma sonda acústica do navio Falkor, o robô remoto SuBastian e um submarino autônomo; a previsão é encerrar a viagem em 26 de outubro, em Gana.