Explosão em voo da TAM ejetou passageiro em 1997; relembre

O caso de um passageiro parcialmente sugado para fora da janela de um avião durante um voo reacendeu a memória de uma das descompressões mais marcantes da aviação brasileira. Em 9 de julho de 1997, uma explosão em um Fokker 100 da TAM arrancou parte da fuselagem durante um trecho entre São José dos Campos e São Paulo e ejetou o engenheiro Fernando Caldeira de Moura Campos, de 38 anos, que morreu.
O avião havia decolado de Vitória, no Espírito Santo, com destino a São Paulo, e fez uma escala em São José dos Campos, onde 25 pessoas embarcaram, entre elas Fernando. O trecho até a capital paulista duraria cerca de 20 minutos, mas a explosão ocorreu aproximadamente 10 minutos após a decolagem. O corpo do engenheiro caiu em uma área rural de Suzano, enquanto a aeronave, com cerca de 60 pessoas a bordo, conseguiu pousar em segurança no aeroporto de Congonhas; nenhum outro passageiro sofreu ferimentos graves.
A investigação não resultou em condenação. O principal suspeito à época, o professor Leonardo Teodoro de Castro, acabou considerado incapaz de responder à Justiça depois de ser atropelado por um ônibus três dias após a explosão, na Avenida Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, e ficar em estado vegetativo. A defesa conseguiu suspender o processo, e a Justiça Federal arquivou o caso em setembro de 2023 ao declarar extinta a punibilidade.

