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Exportações brasileiras à China alcançam nível sem precedentes em 2026

Contêineres em terminal portuário
Contêineres em terminal portuário. Foto: Reprodução

As exportações brasileiras para a China cresceram 22% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025 e chegaram a US$ 58,3 bilhões, o maior valor da série para o período. As importações vindas do país asiático avançaram 8%, para US$ 38,5 bilhões, e o comércio bilateral gerou superávit de US$ 19,8 bilhões, equivalente a 47% do saldo positivo total do Brasil entre janeiro e junho, aponta relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). No mesmo intervalo, o comércio com os Estados Unidos, segundo maior parceiro comercial brasileiro, somou US$ 36,4 bilhões.

Soja, minério de ferro e petróleo concentraram 76,5% das exportações brasileiras para a China. O petróleo bruto teve impulso adicional com o conflito no Oriente Médio e os bloqueios no Estreito de Ormuz: em maio e junho, as vendas brasileiras do produto ao mercado chinês cresceram 62% em valor ante 2025, com alta de 41% em volume e de 15,7% em preço. No semestre, o petróleo somou US$ 15,1 bilhões em embarques para a China, que compra 54% do óleo exportado pelo Brasil. O Rio de Janeiro liderou as vendas ao país asiático, com 23,3% do total.

As carnes também ganharam espaço. As exportações de carne bovina à China subiram 50% e chegaram a US$ 4,8 bilhões no semestre, enquanto junho registrou 158 mil toneladas e US$ 1,07 bilhão em vendas. A carne de frango avançou 43%, para US$ 772 milhões, após suspensão parcial no ano anterior. Nas importações, os veículos eletrificados chineses somaram US$ 2,79 bilhões, 15% do total comprado pelo Brasil da China; as compras de híbridos plug-in dobraram e as de elétricos quadruplicaram. Tulio Cariello, diretor de Conteúdo e Pesquisa do CEBC, atribui parte do salto à antecipação de compras antes da elevação da tarifa de 25% para 35% em julho. Chips de memória chineses faturaram US$ 432 milhões, apesar de queda de 2,6% em volume.