FAB ativa museu aeroespacial em São Paulo com acervo de cem aeronaves

A Força Aérea Brasileira ativou o Museu Aeroespacial Paulista (Mapa), no Campo de Marte, em São Paulo, em cerimônia realizada em 3 de julho. O espaço ainda não abriu ao público, porque o complexo não está concluído; a etapa formalizou a organização militar que ficará responsável pela administração do projeto. Com informações de economia.uol.com.br.
O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, afirmou que a área apresentada representa cerca de 2% do complexo planejado. A previsão da FAB é implantar o museu gradualmente nos próximos anos, em uma área de cerca de 100 mil metros quadrados dedicada à história da aviação brasileira, da aviação civil, da indústria aeroespacial e da exploração espacial. “É para o Brasil, é para São Paulo, é para a sociedade brasileira”, disse Damasceno ao UOL.
O acervo reúne aproximadamente cem aeronaves, entre modelos civis e militares, brasileiros e estrangeiros, com peças da FAB e do antigo Museu Asas de um Sonho, fechado desde 2016. Entre os itens já no local estão um F4U Corsair, um T-6 Texan, um F-5 pilotado por Ayrton Senna em 1987, réplicas do 14-bis e do Demoiselle, além de aeronaves como Messerschmitt Bf 109, Spitfire e Lockheed Constellation. O diretor do museu, brigadeiro Rodrigo Fernandes Santos, disse que a Suécia prometeu dois aviões ao acervo, um Draken e um Viggen.
O projeto prevê dez hangares com exposições permanentes, restaurante, loja, oficina de restauração aberta ao público, áreas imersivas, mirante, setor espacial e atividades educativas para escolas. A expansão dependerá de recursos públicos e privados, com apoio da Associação dos Amigos do Museu Aeroespacial Paulista, presidida por Marcos Amaro. A estimativa citada pela Aeronáutica é concluir o complexo em dois anos e meio a três anos.
