Fábrica destruída em Porto Feliz leva Toyota a adotar lay-off e manter salários

A Toyota anunciou férias coletivas emergenciais para 5.700 trabalhadores no Brasil após o vendaval que destruiu a fábrica de motores em Porto Feliz (SP), responsável por abastecer as unidades de Sorocaba e Indaiatuba, onde são produzidos o Corolla e o Yaris Cross. A paralisação já impacta toda a produção da montadora no país, que só deve ser retomada em 2026.
Os funcionários receberão férias entre 1º e 20 de outubro e, a partir do dia 21, entrarão em regime de lay-off, com suspensão temporária dos contratos de trabalho por 60 a 150 dias. Durante esse período, quem ganha até R$ 10 mil terá 100% do salário garantido, com pagamento dividido entre a empresa e o governo por meio do programa bolsa-qualificação. Acima dessa faixa, haverá escalonamento, variando de 95% a 85%.
A Toyota também assegurou a manutenção de benefícios como plano de saúde, vale-alimentação e participação nos lucros, que chega a R$ 21,5 mil. Inicialmente, a empresa havia proposto pagamento integral apenas até R$ 4.500, mas sindicatos rejeitaram e conseguiram ampliar o valor. Dirigentes destacaram a negociação como “sensata” diante do impacto da tragédia.
Apesar do acordo, sindicatos alertam para a situação dos sistemistas, trabalhadores da cadeia de fornecedores, que somam cerca de 5.000 pessoas e podem sofrer demissões. Para manter contratos de exportação de motores com EUA e Argentina, a Toyota pretende recorrer a unidades na Ásia até a reestruturação da fábrica brasileira.
