Fabricantes de brinquedos tiram cor-de-rosa para atrair meninos com panelinhas
De Ana Carolina Moreno do G1.
Motivadas pela demanda das famílias, opinião pública e tendências de mercado, as iniciativas para “apagar o gênero” dos brinquedos têm dado maior resultado na inclusão das meninas em brincadeiras historicamente atribuídas a meninos, como carrinhos e super-heróis, do que o contrário. Segundo fabricantes de brinquedos ouvidos pelo G1 na 35ª Feira Internacional de Brinquedos (Abrin), que aconteceu na semana passada em São Paulo, o maior desafio é atrair mais pais e filhos homens às brincadeiras de casinha, consideradas “coisa de menina”.
Para tentar equilibrar a expansão de todos os brinquedos para ambos os gêneros, eles apostam algumas de suas fichas em produtos unissex, caracterizados principalmente pela ausência do cor-de-rosa.
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A fabricante, especializada em brinquedos, acessórios e artigo de decoração para bebês oferece boa parte de seus produtos em rosa e azul, incluindo o “baby phone”, um smartphone de brinquedo. Mas Moas explica que, nas linhas recém-lançadas, a empresa tentou aproveitar outras cores, como o verde e o roxo, para dar uma cara mais neutra aos itens.
Segundo ele, como precisam de cores para chamar a atenção dos pequenos, os brinquedos acabam seguindo a principal demanda de curto prazo, que ainda sustenta a tradicional divisão por gênero.
Mas fabricantes já começam a investir mais para atender o que eles consideram uma demanda reprimida: meninas que querem se ver representadas em situações mais aventureiras e, principalmente, mães e pais que querem ensinar seus filhos meninos a cuidar da casa, para que se tornem adultos independentes e maridos melhores.
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