Facção usou cavalos de raça para lavar R$ 150 milhões, diz polícia

Integrantes da facção Nova Okáida teriam usado a compra de cavalos de raça para lavar dinheiro do tráfico de drogas, segundo investigação da Polícia Civil da Paraíba. As apurações indicam que o grupo movimentou cerca de R$ 150 milhões em dois anos e recorreu ao mercado de equinos para ocultar a origem dos recursos.
A polícia aponta Yago Cavalcanti e Ivan Moura, conhecido como Ivan Maromba, como envolvidos nas aquisições de animais da raça Quarto de Milha. Yago teria comprado cinco cavalos avaliados em cerca de R$ 1 milhão de um haras ligado ao cantor Wesley Safadão e mantinha outros 15 animais da mesma raça. Os investigadores afirmam que a dupla arrematava cavalos em leilões por valores considerados inflacionados e pretendia revendê-los para dar aparência legal ao dinheiro.
Além dos animais, a investigação identificou investimentos em agenciamento de artistas de forró, imóveis, carros de luxo e jet-skis. A operação prendeu 13 suspeitos e levou a Justiça a bloquear até R$ 144 milhões em contas ligadas ao grupo. Nem Wesley Safadão nem fornecedores relacionados aos leilões são investigados; a assessoria do cantor afirmou que os arremates ocorriam diretamente pela leiloeira.
