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Família toda era cúmplice de maus-tratos de menino que morreu desnutrido acorrentado em casa

O pai Chris Douglas, correntes e Kratos. Foto: Reprodução

O laudo necroscópico apontou que Kratos Douglas, de 11 anos, morreu por desnutrição grave e maus-tratos. O menino foi encontrado morto em 11 de maio, dentro da casa onde vivia com a família no Itaim Paulista, na Zona Leste de São Paulo. O pai dele, Chris Douglas, de 52 anos, a avó paterna, Aparecida Gonçalves, de 81, e a madrasta, Camilla Barbosa Dantas Felix, de 42, foram presos e indiciados por tortura com resultado morte.

Segundo a Polícia Civil, Kratos era mantido acorrentado havia pelo menos um ano. O delegado Thiago Bassi, do 50º Distrito Policial, afirmou que os investigadores estão convictos da participação dos três no crime. Vizinhos relataram que nunca tinham visto a criança sair da residência e alguns disseram que nem sabiam que havia um menino morando no imóvel. De acordo com a investigação, Kratos não frequentava a escola desde 2024.

Chris Douglas admitiu em depoimento que acorrentava o filho, mas negou que agredisse a criança. As autoridades, no entanto, encontraram lesões nas pernas do menino compatíveis com tortura. Além disso, Kratos estava desnutrido. Segundo a polícia, a avó e a madrasta afirmaram que sabiam que o menino era preso pelo pai, mas negaram participação. Elas disseram que alimentavam a criança e alegaram que ele não ia à escola porque fugia.