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Quase dois anos depois, familiares das 62 vítimas da Voepass planejam processo coletivo

Escombros de avião da Voepass em Vinhedo
Escombros do avião da Voepass em Vinhedo, no interior de São Paulo. Foto: Reprodução

Familiares das 62 vítimas da queda do voo 2283 da Voepass preparam uma ação coletiva de responsabilidade civil por danos morais. A iniciativa não substitui as ações individuais de indenização que já tramitam sob sigilo e deve avançar após a conclusão do inquérito da Polícia Federal.

Nesta terça-feira (30), representantes da Associação dos Familiares das Vítimas tiveram acesso, pela primeira vez, à transcrição das conversas na cabine do voo 2283 e a detalhes do laudo técnico que embasa a fase final da investigação. Ao fim do encontro, a PF não falou com a imprensa.

O advogado Leonardo Amarante, que representa a associação, afirmou que a ação buscará responsabilizar a companhia aérea e outros eventuais envolvidos, incluindo pessoas físicas, empresas e instituições que tenham contribuído para a tragédia por ação ou omissão. “A associação vai ingressar com uma ação coletiva de responsabilidade civil por danos morais coletivos em função do que essa empresa causou para o transporte coletivo, transporte aéreo no Brasil, danos gravíssimos, não só os danos às pessoas, às vítimas, como também a própria coletividade”, disse.

Os advogados esperam que a PF conclua o inquérito nos próximos 30 dias e encaminhe o caso ao Ministério Público Federal. O ATR 72-500 da Voepass caiu em 9 de agosto de 2024, em Vinhedo (SP), durante um voo entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP). As 62 pessoas a bordo morreram. A PF conduz a investigação criminal, e o Cenipa apura tecnicamente as causas da queda. Até o momento, PF e MPF não divulgaram oficialmente nomes de investigados nem anteciparam eventuais indiciamentos.