Por que fantasias sexuais nem sempre refletem desejos reais

Imaginar práticas sexuais sem ter vontade de realizá-las é comum e não significa, necessariamente, que elas reflitam desejos para a vida íntima. Fantasias podem levar a mente a cenários distantes da experiência cotidiana, sem que isso implique intenção de reproduzi-los fora do pensamento.
A terapeuta sexual Léa Toussaint explica que a fantasia pode permitir uma vivência mental sem riscos ou impactos para a parceria. “De um lado existe a visualização erótica de algo que nos dá tesão e, de outro, aquilo que realmente temos vontade de viver”, afirma.
Sentir culpa ou vergonha por pensamentos eróticos também pode ocorrer, mas a especialista orienta que a pessoa busque compreender o que sente em vez de tentar controlar toda fantasia. Ela acrescenta que não há obrigação de contar tudo à parceria: se algo permanece apenas na imaginação e não prejudica ninguém, pode continuar privado.
