Farinha da felicidade: os riscos e benefícios da mistura da moda

A chamada farinha da felicidade virou tendência nas redes sociais como promessa de acelerar o metabolismo, controlar a glicemia e até ajudar no emagrecimento. A mistura, porém, não tem receita única: pode reunir desde aveia, psyllium e farinha de banana verde até gérmen de trigo, maca peruana, ora-pro-nóbis, fibra de maçã e beterraba. Apesar da fama, especialistas destacam que não há comprovação científica de que a combinação entregue todos os benefícios divulgados.
Segundo nutricionistas, os efeitos atribuídos à farinha estão relacionados às propriedades de cada ingrediente isolado. As fibras da aveia e da banana verde, por exemplo, auxiliam na regulação intestinal e no controle do açúcar no sangue, enquanto sementes como chia, linhaça e gergelim fornecem gorduras boas para proteger o coração. Já a maca peruana pode contribuir para mais energia e disposição. Ainda assim, o consumo deve ser feito como complemento e dentro de uma dieta equilibrada.
O uso sem orientação profissional pode trazer riscos. Pessoas com intolerância ao glúten ou alergia a sementes podem ter reações adversas. O excesso de fibras, por sua vez, pode provocar desconforto intestinal, constipação e até interferir na absorção de alguns medicamentos. Além disso, quando consumida em grandes quantidades, a farinha pode se tornar calórica e até elevar a glicemia em pessoas com diabetes.
Não existe uma quantidade padrão definida, mas a recomendação costuma ser de uma a duas colheres de sopa por dia, acompanhadas de bastante líquido. Especialistas lembram que o consumo de fibras deve vir prioritariamente de uma alimentação variada, com frutas, verduras, legumes e cereais integrais. A farinha da felicidade pode ser um aliado dentro desse contexto, mas não substitui o conjunto de hábitos saudáveis.
