Farmacêutica cuja venda de ivermectina cresceu mais de 1000% bancou anúncios em defesa do tratamento precoce

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a CPI da pandemia recebeu documentos que mostram que uma empresa farmacêutica, chamada Vitamedic, pagou por anúncios que defendiam o tratamento precoce em casos de Covid, com remédios sem nenhuma eficácia comprovada contra a doença.
Os anúncios, que tinham como autor o grupo Médicos pela Vida, veicularam em jornais do país todo, defendendo a utilização de ivermectina, cloroquina, zinco e vitamina D no tratamento contra a Covid. Todos esses medicamentos são comprovadamente ineficazes contra o vírus.
Antônio Jordão de Oliveira Neto, médico coordenador da associação Médicos pela Vida, foi quem assinou o termo de responsabilidade para a veiculação da publicidade. Antônio aparece junto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em reunião de setembro de 2020. Para a CPI, essa reunião fortalece a suspeita sobre a existência de um gabinete paralelo ao Ministério da Saúde, que dava conselhos ao presidente sobre a pandemia.
Segundo reportagem do Jornal Nacional, a associação Médicos pela Vida não quis se manifestar e a Vitamedic não respondeu.
Com informações do G1 e da Folha de S. Paulo
