Faxineiro humilhado por apoiar Lula ficou 5 meses sem salário; patrão foi condenado

Um trabalhador do Ceará recebeu uma indenização de R$ 201 mil após enfrentar hostilidade por apoiar o presidente Lula e ficar cinco meses sem receber salário. O funcionário, contratado como faxineiro em uma empresa farmacêutica, relatou que, ao cobrar os salários atrasados, o patrão o hostilizava, dizendo que ele deveria “fazer o L e pedir ao Lula”.
O caso, que envolveu comentários discriminatórios e ameaças, levou o empresário a ser condenado pela Justiça do Trabalho em 2025, com a decisão confirmada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em março deste ano. Durante o período de trabalho, o funcionário também realizava tarefas domésticas na residência do patrão, além das atividades da empresa.
Apesar de ser contratado oficialmente em 2014, ele alegou não ter recebido salários entre dezembro de 2023 e abril de 2024. O empresário admitiu o comportamento discriminatório durante o depoimento à Justiça, e a juíza responsável avaliou que o assédio violava os princípios da dignidade humana e da liberdade de convicção política. A sentença determinou o pagamento de verbas rescisórias e uma indenização de R$ 10 mil por danos morais.
