O volante polêmico que virou destaque da Alemanha e entrou no radar de gigantes

Felix Nmecha chega ao mata-mata da Copa do Mundo como uma das principais peças da Alemanha para enfrentar o Paraguai, às 17h30, em Boston, pela segunda fase. O volante de 25 anos, nascido em Hamburgo e atualmente no Borussia Dortmund, ganhou destaque nas boas atuações da seleção alemã, que volta a disputar uma fase eliminatória após cair na fase de grupos em duas edições seguidas.
O meio-campista marcou o primeiro gol da Alemanha na goleada por 7 a 1 sobre Curaçao, em Houston. Naquele dia, ele desceu do ônibus segurando uma Bíblia e, depois da partida, participou de uma oração com jogadores das duas seleções no centro do gramado. A cena reacendeu críticas ao atleta por publicações de teor conservador que ele compartilhou nas redes sociais e que geraram acusações de endosso a discursos homofóbicos e transfóbicos.
No Instagram, Nmecha mantém a descrição: “futebol é minha paixão, Jesus é meu alicerce”. Após as críticas, ele apagou algumas postagens e divulgou uma declaração. “Ao longo da minha trajetória no futebol, conheci pessoas das mais diversas origens, etnias e crenças. É importante para mim enfatizar que amo verdadeiramente todas as pessoas e não discrimino ninguém”, afirmou. Em entrevista ao canal do Wolfsburg, clube que defendeu até 2023, disse: “Sempre que entro em campo, não se trata de mim, mas de glorificar a Deus”.
As atuações na Copa também elevaram a cotação do jogador no mercado. Segundo o jornal alemão Bild, Manchester United, Manchester City, Newcastle, Bayern de Munique e Real Madrid monitoram Nmecha. O Borussia Dortmund renovou o contrato do volante até 2030 e estipulou internamente que só avaliará propostas a partir de 120 milhões de euros, cerca de R$ 700 milhões. Filho de pai nigeriano e mãe alemã, Nmecha começou no Manchester City após se mudar para a Inglaterra, recebeu chance no time principal com Pep Guardiola, perdeu espaço por problemas físicos e passou pelo Wolfsburg antes de chegar ao Dortmund.
