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Ferido em explosão de carro-forte, suspeito do PCC foi atendido com nome falso

Criminosos na rodovia Washington Luís, em Cordeirópolis, após explodirem carro-forte. Foto: Reprodução/Deic de Piracicaba

Investigações da Polícia Civil e do Ministério Público apontam que Jurandir da Silva Barros, de 44 anos, suspeito de integrar uma quadrilha do novo cangaço e ligado ao PCC, recebeu atendimento no Hospital Municipal de Santo André utilizando documentos falsos. Ferido durante um ataque a carro-forte em Cordeirópolis, no interior paulista, ele foi registrado com o nome de Bertolino Tobias e passado pela unidade em quatro ocasiões sem ser identificado.

Segundo os investigadores, Jurandir atuava como explosivista do grupo e sofreu graves ferimentos no braço esquerdo durante a explosão do carro-forte, em abril de 2024. Como era considerado foragido da Justiça desde 2023, comparsas teriam articulado uma forma de garantir atendimento médico sem que seu nome verdadeiro aparecesse em registros oficiais.

A apuração também cita a suposta participação de um então assessor municipal de Santo André no acompanhamento da internação. Mensagens obtidas pelos investigadores mostram contatos sobre o estado de saúde do suspeito e o andamento do tratamento. Após cirurgia realizada no hospital, Jurandir deixou a unidade sem receber alta médica e retornou outras três vezes utilizando a mesma identidade falsa.

A defesa de Jurandir afirma que ele chegou desacordado ao hospital após um acidente de trabalho e nega qualquer participação na fraude cadastral. Já a Fundação do ABC, responsável pela administração da unidade, informou que colaborou com as autoridades e ressaltou que não possui atribuição legal para verificar antecedentes criminais ou investigar a identidade de pacientes. Jurandir foi preso em junho de 2024, em Minas Gerais, após semanas de monitoramento policial.