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O método brasileiro que tenta identificar adolescentes com maior risco de depressão

Imagem ilustrativa. Foto: Getty Images

Uma pesquisa conduzida no Rio Grande do Sul desenvolveu uma ferramenta para estimar quais adolescentes têm maior risco de desenvolver depressão nos três anos seguintes, mesmo quando ainda não apresentam sintomas. O IDEA-RS considera 11 variáveis sociodemográficas e psicossociais, como sexo, relações familiares e de amizade, uso de drogas, fuga de casa e experiências de abuso ou negligência.

O estudo, coordenado pelo psiquiatra Christian Kieling, do Hospital Moinhos de Vento e da UFRGS, cruzou informações sobre contexto de vida, ambiente familiar e condições sociais com exames de sangue e imagens cerebrais. Entre os jovens classificados como de maior risco, 44% desenvolveram depressão em três anos; no grupo de baixo risco, não houve casos no período.

O projeto receberá mais de 5 milhões de libras esterlinas, cerca de R$ 34 milhões, do Wellcome Trust para ampliar e validar a ferramenta a partir de maio de 2026. Os pesquisadores devem testar o uso do método em diferentes populações e contextos, incluindo escolas e a atenção primária à saúde, enquanto a pesquisa também destaca o diálogo e a rede de apoio como fatores de proteção.