FGTS completa 60 anos; saiba o que mudou e como acessar seu dinheiro

Criado como reserva de proteção ao trabalhador, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) completa 60 anos neste mês. Além do saque em demissões sem justa causa, os recursos podem ser usados na compra ou amortização da casa própria, na aposentadoria, em casos de doenças graves e no saque-aniversário. O aplicativo do FGTS também passou a concentrar consultas, solicitações de saque e acompanhamento dos depósitos sem a necessidade de ir a uma agência. Com informações do Extra.
O Ministério do Trabalho informa que os trabalhadores sacaram mais de R$ 2,2 trilhões desde 1997. Em 31 de dezembro de 2025, o fundo reunia cerca de R$ 740 bilhões em 240 milhões de contas ativas e inativas de 140 milhões de pessoas. A Caixa Econômica Federal registrou ativo total de R$ 837,7 bilhões no fim do mesmo ano. Desde 1995, os financiamentos com dinheiro do FGTS somaram R$ 1,2 trilhão em habitação, saneamento e infraestrutura; R$ 1 trilhão financiou 11 milhões de moradias.
Os empregadores devem depositar mensalmente o equivalente a 8% do salário em conta aberta na Caixa para cada empregado, percentual que cai para 2% nos contratos de aprendizagem. A multa de 40% do FGTS em demissões sem justa causa gerou 391.556 ações trabalhistas entre janeiro e julho de 2026, enquanto a falta de depósitos motivou 279.815 processos. Nos últimos dez anos, o Ministério do Trabalho notificou quase 2 milhões de empregadores por irregularidades, que somaram R$ 60 bilhões em notificações e recolhimentos.
