Reabastecimento de volta? FIA prepara mudança radical para a Fórmula 1

Mohammed ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), afirmou no fim de semana do GP da Grã-Bretanha que a entidade estuda duas mudanças ligadas à possível volta dos motores V8 até 2031: o retorno do reabastecimento e o fim das equipes clientes de motores na Fórmula 1.
A categoria conta atualmente com cinco fabricantes de unidades de potência: Mercedes, Ferrari, Red Bull-Ford, Audi e Honda. A Mercedes atende quatro equipes, incluindo a própria escuderia, McLaren, Alpine e Williams, enquanto a Ferrari fornece motores para Ferrari, Cadillac e Haas. A Cadillac deve passar a usar motores próprios a partir de 2029. Uma das hipóteses em análise impediria uma fornecedora de produzir motores para mais de uma equipe, com a alternativa de uma fabricante independente aprovada pela FIA e de menor custo. “Não haverá controle sobre as equipes, a equipe A sobre a equipe B, no que diz respeito ao fornecimento de motores”, disse Ben Sulayem.
A FIA vê a volta dos V8 como forma de reduzir custos, diminuir o peso dos carros e aumentar o ruído, reclamação frequente entre fãs. O plano mais provável envolve um V8 naturalmente aspirado com uma parte elétrica menor, mas esse motor exigiria mais combustível e poderia demandar tanques maiores. Para evitar esse efeito, Ben Sulayem admite estudar o reabastecimento, banido da F1 em 2009 por custos e preocupações de segurança. “Estamos analisando a questão do reabastecimento neste exato momento. Não é um problema se for feito da maneira certa”, afirmou.
