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Reabastecimento de volta? FIA prepara mudança radical para a Fórmula 1

Mangueira de reabastecimento presa na Ferrari de Felipe Massa no GP de Singapura de 2008
Mangueira de reabastecimento acoplada ao carro da Ferrari de Felipe Massa no GP de Singapura de 2008. Foto: Reprodução

Mohammed ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), afirmou no fim de semana do GP da Grã-Bretanha que a entidade estuda duas mudanças ligadas à possível volta dos motores V8 até 2031: o retorno do reabastecimento e o fim das equipes clientes de motores na Fórmula 1.

A categoria conta atualmente com cinco fabricantes de unidades de potência: Mercedes, Ferrari, Red Bull-Ford, Audi e Honda. A Mercedes atende quatro equipes, incluindo a própria escuderia, McLaren, Alpine e Williams, enquanto a Ferrari fornece motores para Ferrari, Cadillac e Haas. A Cadillac deve passar a usar motores próprios a partir de 2029. Uma das hipóteses em análise impediria uma fornecedora de produzir motores para mais de uma equipe, com a alternativa de uma fabricante independente aprovada pela FIA e de menor custo. “Não haverá controle sobre as equipes, a equipe A sobre a equipe B, no que diz respeito ao fornecimento de motores”, disse Ben Sulayem.

A FIA vê a volta dos V8 como forma de reduzir custos, diminuir o peso dos carros e aumentar o ruído, reclamação frequente entre fãs. O plano mais provável envolve um V8 naturalmente aspirado com uma parte elétrica menor, mas esse motor exigiria mais combustível e poderia demandar tanques maiores. Para evitar esse efeito, Ben Sulayem admite estudar o reabastecimento, banido da F1 em 2009 por custos e preocupações de segurança. “Estamos analisando a questão do reabastecimento neste exato momento. Não é um problema se for feito da maneira certa”, afirmou.