Filhas de aluguel: acompanhar idosos vira “profissão” de sucesso; entenda

Serviços conhecidos como “filha de aluguel” têm ganhado espaço no acompanhamento de idosos em tarefas cotidianas, como consultas médicas, compras, passeios, idas ao banco e viagens. A atividade atende principalmente pessoas com autonomia e sem doenças graves, que precisam de companhia e apoio prático, mas não de cuidados clínicos.
Em São José do Rio Preto, a empresária Graziela Benossi criou em 2023 um serviço com esse nome após perceber a necessidade de escuta entre clientes idosos de sua antiga farmácia. “Eles queriam companhia, alguém que parasse para ouvir”, afirmou. Em Vitória, Josiane Martins também transformou em trabalho a ajuda que prestava à mãe e às amigas dela em deslocamentos e outras atividades.
Especialistas associam a expansão do serviço ao envelhecimento da população, à redução do tamanho das famílias e à distância entre parentes. A geriatra Maysa Seabra, da Escola Paulista de Medicina, alerta que muitas pessoas idosas podem ficar sem rede de suporte. A professora Rosa Chubaci, da USP, defende treinamento para acompanhantes, que devem observar mobilidade, alimentação e outras necessidades para evitar riscos.
