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Filho de lavradora passa em primeiro lugar em mestrado na área de arqueologia português

Reportagem de Marina Estarque na Folha de S.Paulo.

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Iderlan foi o primeiro da família a entrar na faculdade e se formou em arqueologia em 2016. Em seguida, passou em primeiro lugar no mestrado da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Portugal. O curso, de arqueologia pré-histórica e arte rupestre, é formado por um consórcio de seis universidades europeias e faz parte do programa Erasmus Mundus.

Apesar de a mãe de Iderlan ver a especialidade com certa desconfiança –ela preferia direito ou medicina– a arqueologia estava bem próxima. Iderlan  nasceu dentro do Parque Nacional da Serra da Capivara, que tem a maior concentração de sítios arqueológicos das Américas.

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Sua mãe mal frequentou a escola. “Ela diz que não sabe ler, mas me ensinou o alfabeto. Quando ela se esforça, consegue descobrir as palavras.”

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A monografia de Iderlan, sobre a relação entre o homem e a megafauna, foi considerada inovadora. Ele defende que algumas pinturas rupestres, realizadas por grupos pré-históricos na Serra da Capivara, são representações de espécies da megafauna. “No Brasil, os pesquisadores não costumam interpretar as pinturas rupestres”, diz ele.

Para continuar a sua pesquisa, Iderlan precisava sair da região e escolheu o curso da UTAD, em Portugal, por ser muito reconhecido na área.

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Iderlan de Souza, 31, no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, onde há sítios arqueológicos – Arquivo Pessoal