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Filho de Renato Russo tira do ar paródia do PPS de ‘Eduardo e Mônica’

A brincadeira do PPS em divulgar no blog do partido uma paródia da música “Eduardo e Mônica”, da Legião Urbana, ironizando a aliança entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos e a ex-senadora Marina Silva, ambos do PSB, parou na Justiça. O filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, entrou nesta sexta-feira com uma notificação extrajudicial de violação ao direito autoral contra o diretório nacional do PPS, em Brasília, e, à tarde, conseguiu fazer com que a legenda retirasse da internet a versão política da canção.

– A ação surtiu efeito. Pedimos ao PPS que retirasse a letra desta música do ar e eles retiraram – afirmou o advogado do filho de Renato Russo, Luiz Edgard Montaury Pimenta.

Os advogados de Giuliano Manfredini alegam que “Eduardo e Mônica”, a original, “é, na verdade, uma estória (sic) de amor, narrada em versos e que refletiu uma homenagem de seu autor (Renato Russo) a uma dupla de amigos, sem qualquer conotação negativa ou associação indevida com partidos políticos”.

Para o filho de Renato Russo, “é sabido que esse partido (PPS) utilizou-se da obra intitulada (Eduardo e Mônica) na exploração de propaganda partidária vexatória, destinada a atingir a recente união dos possíveis candidatos à próxima eleição presidencial (Eduardo e Marina), bem como a clara intenção de angariar notoriedade ao referido blog no qual hospeda a indigitada obra transformada, induzindo a erro os usuários”.

Segundo a representação de Giuliano Manfredini, a atitude do PPS põe em descrédito a música do pai:

“Na verdade, a nova obra, uma transformação desautorizada criada sem qualquer ética por esse partido político, impõe um descrédito à obra original do Sr. Renato Russo, cuja paródia é ofensiva não somente aos referidos candidatos Eduardo (Campos) e Marina (Silva), como também à letra originalmente criada pelo Sr. Renato Russo, transmitida por herança ao notificante, que não deseja qualquer associação indevida com partidos políticos, muito menos que possam atingir a honra ou reputação do autor”.

 

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O GLOBO