Filho é indiciado por matar o pai a tiros para ficar com herança e caminhonete

A Polícia Civil concluiu que o motorista João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, foi morto pelo próprio filho, Flávio Lourenço de Oliveira, por interesse na herança. Ao todo, seis pessoas foram indiciadas no caso, investigado em Goiás.
De acordo com a investigação, Flávio alugou a arma usada no crime um dia antes, enviou mensagens ao pai dizendo que precisava conversar e pediu R$ 3 mil emprestados. Na manhã seguinte, foi à casa da vítima com a arma dentro de uma sacola. João Lourenço aceitou transferir o dinheiro, mas recusou entregar a caminhonete. Nesse momento, Flávio atirou na cabeça do pai enquanto ele estava sentado. “O que a Polícia Civil conseguiu apurar é que o Flávio agiu de maneira fria, calculada e premeditada”, disse o delegado João Paulo, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios.
Após o crime, a polícia afirma que o suspeito enrolou o corpo em lençóis, colocou a vítima na carroceria da caminhonete e a abandonou em uma área de mata no Residencial Junqueira, em Goiânia, antes de levar o veículo até Bela Vista de Goiás. As investigações apontaram relação conturbada entre pai e filho e dependência financeira de Flávio. Além dele, uma pessoa foi indiciada por latrocínio por ter alugado a arma e auxiliado na negociação da caminhonete; outras três responderão por receptação, e um homem foi indiciado por favorecimento pessoal e posse ilegal de arma de fogo. A defesa de Flávio informou que não vai se manifestar publicamente por causa do sigilo do processo e que apresentará as questões técnicas e jurídicas à Justiça.
