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Filho favorito? Ciência diz que pais escolhem o “melhor” e afetam saúde mental dos outros

Filho isolado, e os pais brincam ao fundo com o irmão. Foto: Reprodução

Pesquisas conduzidas ao longo das últimas décadas nos Estados Unidos indicam que o favoritismo parental é mais comum do que se imagina e pode causar impactos duradouros na saúde mental dos filhos menos favorecidos. O tema é abordado em reportagem publicada pelo The New York Times em 8 de janeiro de 2026.

O texto apresenta o relato de Kara, que percebeu na vida adulta que seus pais priorizavam os irmãos mais novos. A constatação ocorreu após anos de diferenças no tratamento e se intensificou quando os pais decidiram passar mais um Natal com as outras filhas, sem visitar Kara e seus filhos.

Estudos acadêmicos mostram que crianças que se sentem desfavorecidas tendem a apresentar mais ansiedade, depressão, dificuldades escolares e relações familiares frágeis. Pesquisas também apontam que a percepção de tratamento desigual afeta a saúde mental até a vida adulta, independentemente de fatores como emprego, estado civil ou idade.

Levantamentos liderados por pesquisadoras como J. Jill Suitor e Laurie Kramer revelam que cerca de dois terços dos pais têm um filho preferido, geralmente mantendo essa preferência ao longo dos anos. Segundo os dados, o impacto está menos ligado à intenção dos pais e mais à forma como os filhos percebem essas diferenças.