Filme turco “Winter Sleep” ganha Palma de Ouro no Festival de Cannes
O 67° Festival de Cinema de Cannes terminou neste sábado (24). “Winter Sleep”, do diretor turco Nuri Bilge Ceylan, foi o grande vencedor da Palma de Ouro. O diretor, muito emocionado, recebeu o prêmio das mãos do cineasta Quentin Tarantino e da atriz Uma Thurman. Confessando sua surpresa, ele dedicou o prêmio à juventude turca e a todos os que perderam a vida no último ano durante as manifestações que aconteceram no país.
O roteiro de “Winter Sleep” fala de um artista aposentado que vive com a esposa e a irmã em um pequeno hotel na Anatólia e vão se isolando à medida que o inverno chega e a neve vai recobrindo a estepe onde se encontram.
O Grande Prêmio ficou para o filme italiano “La Meraviglie”, da cineasta Alice Rohrwacher, sobre três mulheres apicultoras que vivem isoladas numa fazenda decadente e têm suas vidas estremecidas com a chegada de um jovem delinquente.
A Palma de Melhor Direção foi para o norte-americano Bennet Miller por seu “Foxcatcher”, que fala da relação tumultuada de um milionário com dois lutadores de boxe que ele patrocina com o objetivo de fazer de um deles um campeão olímpico.
Já o Prêmio do Júri foi dividido entre duas gerações: “Mommy”, do fenômeno canadense Xavier Dolan, de 25 anos, a grande sensação deste festival, com sua história sobre a mãe que cria sozinha um filho hiperativo e agressivo e tenta construir uma relação equilibrada com ele; ele repartiu o prêmio com “Adieu au Language”, do mito do cinema francês Jean-Luc Godard, em 3D.
A Palma de Melhor Roteiro foi para o filme russo “Leviathan”, do diretor Andrei Zviagintsev, que co-escreveu a trama com Oleg Negin. A trama relata a luta de um homem para preservar sua terra, um retrato brutal de uma Rússia dominada pela corrupção em todos os níveis. Último filme projetado, foi o grande presente do fim do festival.
A Palma de Melhor Atriz não foi para a francesa Marion Cotillard, como todos esperavam, mas para a norte-americana Julianne Moore. Julianne interpretou magistralmente Havana Segrand em “Maps to the Stars”, do diretor canadense David Cronenberg.
A Palma de Melhor Ator confirmou o favoritismo do inglês Timothy Spall que criou um magnífico personagem do pintor William Turner no filme “Mr.Turner”, do diretor Mike Leigh.
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