Fim das bets pode levar clubes de futebol a processar governo por perdas

A proibição das operações de bets no Brasil pode provocar a rescisão dos contratos de patrocínio mantidos por clubes da Série A e abrir caminho para ações contra a União em busca de ressarcimento. Especialistas ouvidos pela Folha avaliam que os acordos costumam prever o encerramento em caso de revogação da legislação que permitiu a atividade. Com informações de Folha de S.Paulo.
José Frederico Cimino Manssur, especialista em regulação de apostas esportivas, afirmou que os contratos tendem a ser suspensos e extintos. Clubes que anteciparam receitas previstas nos acordos podem ter de devolver recursos às casas de apostas. Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, CBF e FPF não se pronunciaram sobre a medida, enquanto o Grêmio disse que ainda vai mensurar os impactos sobre as receitas do futebol.
Em 2025, as bets destinaram cerca de R$ 1,03 bilhão aos clubes da Série A, valor equivalente a 7,2% da receita total das equipes, de R$ 14,3 bilhões, segundo levantamento da consultoria Convocados. Antes do anúncio oficial, Flamengo e Fluminense criticaram a mudança, com o clube carioca afirmando que as apostas esportivas “não vai acabar com uma canetada”.
