Do 13º à escala 6×1: mudanças trabalhistas enfrentaram resistência empresarial no Brasil

O Senado aprovou na quarta-feira (14) o fim da escala 6×1, com redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e dois dias de descanso remunerado, sem corte salarial. A medida reabriu a reação de entidades empresariais, que projetam pressão sobre preços, dificuldade para contratar e perda de atividade econômica em setores que funcionam todos os dias.
A resistência a mudanças nas regras de trabalho tem precedentes no país. A criação do salário mínimo, da CLT e do 13º salário enfrentou críticas semelhantes, assim como a redução da jornada semanal de 48 para 44 horas na Constituição de 1988. Em 1962, empresários afirmaram que o 13º poderia provocar prejuízos e eliminar postos de trabalho; o benefício entrou em vigor e permanece como fonte de renda para milhões de famílias.
A CNI calcula impacto de R$ 267,2 bilhões para a indústria e estima redução de 0,7% do PIB com a nova jornada. Já centrais sindicais defendem que a reorganização das escalas pode melhorar a qualidade de vida, reduzir faltas e rotatividade e abrir vagas em atividades contínuas. Após a promulgação, o limite cairá para 42 horas em dois meses e para 40 horas depois de um ano.
