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Folha de S.Paulo publica artigo do assessor de Bolsonaro defendendo ditadura militar

A Folha publicou neste domingo (21) um artigo de Gustavo Bebianno, advogado que foi diretor do Jornal do Brasil e hoje assessora o deputado Jair Bolsonaro. Ele elenca motivos pra votar no “mito”.

Gustavo defende abertamente a ditadura militar que mergulhou o Brasil em 20 anos de atraso, diz que existe “vitimização” e que o regime democrático retrocedeu na “legítima defesa” e na defesa da propriedade privada.

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Apesar de as Forças Armadas terem feito muito ao país em apenas 20 anos, livrando-o do comunismo que assombrava o mundo e garantindo o regime democrático atual, sofreram injusta e impiedosa perseguição ideológica, fundamentada na mais atrasada e autoritária linha esquerdista, a bolivariana.

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Figuras ultrapassadas àquela época voltaram à cena, com o visível intuito de tumultuar e desagregar, apesar dos discursos aparentemente democráticos e politicamente corretos. Leonel Brizola (1922-2004), por exemplo, foi o grande responsável pela escalada da violência carioca, assim como seus sucessores no cargo de governador do Estado do Rio.

E, pouco a pouco, as instituições formadoras de opinião —escolas, universidades, imprensa e classe artística— passaram a tocar uma nota só, transformando o país em um lugar avesso ao debate, onde se cultiva o inverso de qualquer sociedade civilizada. Perdemos o senso de autoridade, de justiça, de trabalho, de limites, de ordem e progresso. Hoje, sofremos com a relativização dos valores sociais, morais e éticos.

O direito à vida foi suprimido. Não nos é dado nem sequer o direito à legítima defesa —nem da vida, nem da propriedade privada—, visto que ele só pode ser exercido plenamente com o emprego de arma de fogo. A regra instalada é: aos marginais, tudo; à população, nada! Quem não estiver satisfeito que vá se queixar ao bispo! Ou contrate segurança particular e ande de carro blindado!

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E é nesse contexto que surge um capitão do Exército, detentor de mandato parlamentar por quase 30 anos, jamais envolvido em corrupção. Muito ao contrário, exatamente por preservar a alma íntegra de militar, sempre foi considerado o patinho feio do Congresso.

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É hora de passar uma borracha no passado, pensar no presente e desenhar o futuro. É hora de valorizar o autêntico, o humano, que, entre erros e acertos, demonstra o firme intento de acertar e de fazer valer a voz das maiorias, sem detrimento das minorias.

É hora de abandonar a vitimização e assumir a responsabilidade pelo próprio futuro. É hora de acabar com maniqueísmos, de enfrentar a vida e de superar as dificuldades com integridade, seriedade e vontade.

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É mole?

O que a Folha ganha dando espaço pra esse cara? “Pluralidade”?