Apoie o DCM

Forças Armadas temem consequências de levantamento de sigilo sobre Pazuello e cloroquina

A imagem vergonhosa de Pazuello com Bolsonaro em ato negacionista
Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro em ato político no Rio de Janeiro em maio de 2021
Foto: Reprodução

A despacho assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que sejam reavaliados os sigilos impostos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre eles a compra de cloroquina pelo Exército e o processo disciplinar contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, vem preocupando as Forças Armadas.

Segundo a coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, as Forças temem as consequências da divulgação das informações pelo alto potencial de desgastar a imagem do governo Bolsonaro e a dos próprios militares.

O novo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, anunciou na última terça-feira (3) que já constituiu um grupo de trabalho para analisar a revisão dos casos de sigilos de 100 anos impostos pelo governo Bolsonaro.

De acordo com a coluna, generais avaliam o levantamento do sigilo envolvendo a compra de cloroquina e o processo disciplinar de Pazuello como um “erro” neste momento em que Lula ainda tenta dissipar a desconfiança dos militares.

O Comando do Exército alegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a decisão de colocar em sigilo de 100 anos no processo administrativo sobre a participação de Pazuello em um ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro é um “assunto interno”.

A manifestação do Exército foi enviada ao STF após PT, PCdoB, PSOL e PDT entrarem com uma ação na Corte para derrubar o sigilo sobre o processo do ex-ministro da Saúde.

O novo ministro-chefe da CGU já avisou que o governo Lula pretende adotar a transparência como “regra” e o sigilo como “exceção”.

Participe de nosso grupo no WhatsApp, clicando neste link
Entre em nosso canal no Telegram, clique neste link