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Entenda a relação entre formigas, pássaros e inteligência artificial

Formigas em superfície natural
Formigas em superfície natural. Foto: Reprodução

Pesquisadores encontraram no comportamento coletivo de formigas e pássaros uma forma de tornar algoritmos de inteligência artificial mais eficientes. Donald Wunsch, da Missouri University of Science and Technology, nos Estados Unidos, e Ashraf M. Abdelbar, da Brandon University, no Canadá, combinaram duas técnicas computacionais inspiradas na natureza para evitar que sistemas de IA se contentem com respostas “boas o suficiente” e parem de buscar soluções melhores.

O estudo saiu no periódico científico Memetic Computing. A primeira técnica, chamada otimização por colônia de formigas, reproduz a forma como esses insetos encontram caminhos eficientes até uma fonte de alimento. A segunda, conhecida como otimização por enxame de partículas, se baseia no modo como pássaros e outros grupos de animais trocam informações e ajustam seu comportamento ao observar vizinhos mais bem-sucedidos.

O método combinado superou o algoritmo tradicional de colônia de formigas em 48 de 65 testes com redes neurais e em 47 de 63 testes de otimização matemática complexa, alguns com até 30 mil variáveis. “É importante encontrarmos formas de ajudar esses algoritmos a continuar buscando, em vez de parar cedo demais. Quando a IA é usada em áreas que afetam a saúde, a segurança ou o custo de vida das pessoas, a diferença entre bom e ótimo pode ter implicações significativas”, afirmou Wunsch, diretor do Centro de IA e Sistemas Autônomos da universidade.