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Fraudes bancárias causam rombo de US$ 50 milhões e afetam Wall Street

Sede do Zions Bank em Salt Lake City. Foto: Kim Raff/Bloomberg

Revelações de supostas fraudes em empréstimos nos bancos Zions Bancorp e Western Alliance Bancorp, nos Estados Unidos, reacenderam temores em Wall Street. As instituições reportaram perdas na casa de dezenas de milhões de dólares, valores considerados pequenos perto do colapso recente de outras empresas, mas que provocaram uma reação intensa do mercado. As 74 maiores financeiras dos EUA perderam juntas mais de US$ 100 bilhões em valor de mercado.

Os casos envolvem fundos de investimento ligados a Andrew Stupin e Gerald Marcil, acusados de usar recursos para financiar a compra de hipotecas comerciais inadimplentes. Uma ação judicial da subsidiária do Zions, California Bank & Trust, alega que US$ 60 milhões em empréstimos tiveram títulos e propriedades desviados. O advogado dos acusados, Brandon Tran, afirmou que as acusações são “infundadas” e que seus clientes “negam veementemente”.

A reação dos investidores foi desproporcional às perdas diretas. As ações do Zions despencaram 13% e as do Western Alliance caíram 11%. Analistas do JPMorgan Chase observaram que este é um setor onde investidores “tendem a ‘vender primeiro e perguntar depois’”. Eles também questionaram “por que todos esses casos pontuais de crédito parecem estar ocorrendo em um período tão curto”.

O episódio levanta dúvidas sobre a saúde do crédito. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, já havia alertado: “Quando se vê uma barata, provavelmente há mais”. Enquanto grandes bancos absorvem baixas com relativa facilidade, as instituições regionais, que enfrentaram uma crise há menos de três anos, ficam mais expostas, reacendendo o debate sobre riscos no sistema.