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Freixo se diz vítima de “uma das maiores inconsequências que o jornalismo já produziu”

 

Possível postulante ao Senado este ano, principal puxador de votos de seu partido na campanha estadual e provável candidato a prefeito do Rio de Janeiro em dois anos, Marcelo Freixo corre para salvar sua reputação. Ele foi envolvido na morte do cinegrafista Santiago Andrade após uma série de reportagens com o advogado Jonas Tadeu Nunes, defensor de Caio de Souza e Fábio Raposo.

O deputado acredita ser vítima “da maior irresponsabilidade da imprensa em anos”, lembrou que sua mulher, jornalista, conheceu Santiago e que o mais “preocupante” é que governos estariam se aproveitando do episódio para aprovar leis que asfixiem de vez os protestos no Brasil.

“Esse advogado diz que recebeu telefonema de uma ativista me relacionando ao acusado e essa é a base de uma denúncia propagada pela imprensa que me associa a um homicídio. É uma das maiores inconsequências que o jornalismo brasileiro já produziu, uma aberração”, afirmou.

A ativista a que ele se refere é Elisa Quadros, conhecida como Sininho, apontada como responsável pelas finanças do black bloc carioca. “Ela me procurou duas vezes. Primeiro quando foi ameaçada por milícias no ano passado e agora, na prisão de Raposo. Ela disse que o rapaz poderia ser torturado na prisão, o que não parece razoável.”

Casado com uma jornalista, Freixo garantiu que a mulher chegou a conhecer Santiago e que o filho sofre com as acusações. “Eu estou no olho do furacão, mas não é a minha eleição que preocupa. É a minha história, que não começa nem termina no parlamento.”

 

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IG