Fumante por quase 40 anos, professora passou por 10 médicos antes de descobrir câncer

A professora aposentada Iane Cardim, de 58 anos, fumou por quase 40 anos e chegou a consumir dois maços de cigarros por dia. Em 2015, ela passou a ter tosse persistente, falta de ar e dores nas costelas, mas recebeu diagnósticos de sinusite alérgica durante seis meses. Nesse período, consultou mais de 10 médicos, fez radiografias e tomou medicamentos sem que levantassem a hipótese de câncer de pulmão.
O quadro se agravou com a perda de cerca de 30 quilos, dificuldade para respirar e impossibilidade de manter a rotina de trabalho. Uma endoscopia, solicitada pela própria Iane para investigar refluxo, precisou ser interrompida após uma queda na saturação de oxigênio. Depois de uma tomografia e da internação para investigação, ela descobriu um câncer de pulmão metastático, com metástases ósseas. “Depois de seis meses sem respostas, finalmente eu sabia o que tinha e podia começar o tratamento”, relata.
A oncologista Samira Mascarenhas, presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica, alerta que tosse por mais de duas semanas sem melhora, falta de ar progressiva, dor no peito, rouquidão e emagrecimento sem explicação exigem investigação. Atualmente sem fumar e com a doença controlada, Iane atua como voluntária e integra o Comitê de Pacientes do Oncoguia. “Quero lutar para que outras pessoas não passem pelo que passei”, afirma.
