Fundador do Instagram defende censura de mamilos
O cofundador do Instagram Kevin Systrom disse à BBC que as regras do aplicativo sobre nudez são “justas”. A empresa tem enfrentado críticas depois de remover fotos de mulheres com mamilos à mostra.
A política é semelhante à do Facebook, que nesta terça-feira apagou dois posts da página da BBC Brasil que continham a mesma imagem de uma jovem sem camisa, que participava de uma “Marcha das Vadias” em protesto contra o machismo.
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O Facebook comprou a rede social de fotos em 2012 por US$ 1 bilhão (R$ 2,28 bilhões).
Systrom disse à BBC que as normas do Instagram tinham o objetivo de torná-lo “o mais seguro possível para adolescentes e adultos”.
Os termos de uso do Instagram estabelecem que “você não pode publicar fotos violentas, de nu total ou parcial (…) ou sexualmente sugestivas”, ele destaca.
Seus comentários foram feitos depois que Scout Willis, a filha de Bruce Willis e Demi Moore, protestou contra a remoção de uma de suas fotografias do Instagram.
A cantora Rihanna – que no mês passado fechou sua conta no Instagram após ser censurada por postar fotos nua – tuitou seu apoio ao protesto.
Falando exclusivamente à BBC, Kevin Systrom disse que as regras eram as mesmas para celebridades e usuários comuns.
“Nosso objetivo é realmente ter certeza de que o Instagram, seja [a conta de] uma celebridade ou não, é um lugar seguro e que o conteúdo que é postado é apropriado para adolescentes e adultos”, disse ele.
“Precisamos ter algumas regras para nos certificarmos de que todos podem usá-lo.”
À medida que cresce em popularidade, o Instagram tem enfrentado crescente escrutínio do tipo de fotos postadas na rede social.
Saiba Mais: bbc
