Fundador do MBL diz que grupo “preza pela civilidade” e lamenta “manifestações de ódio”
Da Folha:
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Após contundente pressão popular, o Santander Cultural recuou e decidiu cancelar a “exposição”. Democraticamente. Reconhecendo seu erro.
Dali em diante, a velha imprensa entrou em campo. Primeiro, atribuindo todo o mérito pela mobilização ao MBL, com o objetivo de atingi-lo; segundo, dizendo que o movimento “censurou” a exposição –desonestidade que denota desespero–; e terceiro, atacando o movimento com agressões e calúnias.
A jornalista Monica Waldvogel, da Globo, chegou ao absurdo de comparar nossa indignação à ação de fascistas e nazistas; Leandro Brixius, editor no jornal “Zero Hora”, disse ter vontade de “passar a bala” em nossos seguidores.
Manifestações de ódio, difamação e incitação à violência foram a tônica da turminha dos “ilustrados do bem”.Lamentamos. O MBL preza pela civilidade e pelo bom debate público e teme a escalada de violência e intolerância política advinda, especialmente, de setores da nossa imprensa.
O que eles querem, no fim, é que uma elite política e cultural continue utilizando dinheiro público para desrespeitar e vilipendiar os valores mais profundos da sociedade brasileira, exigindo da mesma que entregue seu dinheiro de forma silente e resignada.
Que saibam, porém, que novos tempos chegaram. Os brasileiros não são mais um cordeirinho calado, cujo destino é muito bem ilustrado por uma das obras expostas pelo Santander.
RENAN SANTOS é fundador do Movimento Brasil Livre (MBL).
